A razão reluta em entender.
Entre nós,
invisível,
a distância sempre rondou.
Assim foi;
é;
será.
Dor imutável.
Separação eterna.
Cruel constatação.
Clau Assi
A razão reluta em entender.
Entre nós,
invisível,
a distância sempre rondou.
Assim foi;
é;
será.
Dor imutável.
Separação eterna.
Cruel constatação.
Clau Assi
Caminho, passo a passo na procura
da trilha onde estarei sempre sozinho.
A terra em que ando é negra, sempre dura,
cada arbusto, secando, é puro espinho.
A linha do horizonte é tão escura,
nuvens morrem no céu. em desalinho.
A água do veio serpenteia, impura
- nem sei por que escolhi este caminho.
Talvez as incertezas dessa trilha
terminem num lugar inesperado,
nem valha a caminhada tão sofrida.
E então percebo que longínqua brilha
uma luz estelar, como um recado,
de que é preciso dar valor à vida.
Théo Drummond

PRESENTEIE COM SOLIDARIEDADE
Théo Drummond lança, no próximo dia nove o livro de contos "A Revolução dos Velhos e outros contos", pela Editora Caravansarai.
O décimo oitavo livro (sétimo em prosa) do publicitário será vendido pelo site da editora Caravansarai clique aqui
Como de costume, o montante arrecadado com as vendas dos livros será doado. Desta feita a renda obtida será em prol do Pavilhão Infantil do INCA ( Instituto Nacional de Câncer).
Fica nossa sugestão de presentes de Natal!
Fica nossa sugestão de ação de Natal!
Você que é ou está no Rio de janeiro: Compareça e colabore.
Aos das demais localidades: Colabore adquirindo seu exemplar.
A todos nosso muito obrigado!!
Clau Assi

um novo começo:
nova e explícita esperança.
Quero...
teus sonhos povoar,
da sua presença me alimentar.
Quero....
teus versos inspirar,
neles me eternizar.
Quero...
teu corpo namorar
e a alma completar.
E então,
Corpo repleto
Alma completa
Quero...
de amarras desatadas,
nas asas do amor flutuar.
Clau Assi
Eu sou caçador de estrelas,
de noite fico a esperá-las,
só eu consigo entendê-las,
só eu consigo caçá-las.
Meus olhos, ao descobri-las,
cada qual na sua trilha,
vão atraindo-as em filas
para o meu sonho-armadilha.
Coloco-as em minha frente,
fico todo iluminado,
sentindo-me diferente
por ter estrelas caçado.
Enquanto a noite perdura
gozo a alegria de tê-las
e sonho a minha aventura:
juntar um milhão de estrelas.
Mas tornando o céu escuro
percebo a minha maldade,
e arrependido procuro
deixá-las em liberdade.
Com o coração a chorar,
olho a amplidão como um réu.
Liberto-as, deixo-as voar,
Como pássaros do céu.
Théo Drummond
A água da cachoeira cai, e nascem bolhas
que logo se transformam em poeira d´água e duram
o tempo de subir, para encharcar as folhas
que em todo o paredão, nas frestas, se misturam.
Grava bem o que vês, pois que não tens escolha,
pois só na natureza as belezas perduram.
Olhando-as, os teus olhos deixam que recolhas
a alegria de achar o que poucos procuram.
Lá em baixo o frio lago de águas irrequietas
permite a formação de um veio que começa
a procurar seu leito em meio às plantas quietas.
E antes que te domine a idéia de partires,
de novo olha a cachoeira e não tenhas pressa
pois terás a emoção de ver nascer o arco-íris.
Théo Drummond
No rigor do inverno,
vento sopra, entristece.
Frio arrepia, congela.
Minh’alma entristecida e adoentada
luta contra as agruras.
Eis que esperança é minha inquilina:
tempo passa... tudo passa.
Seiva nova nas artérias.
Gero minúsculos botões,
flores de alegria e cor.
E no seu desabrochar
será, então,
Primavera em mim.
Clau Assi
"Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira"
Cecília Meireles